segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Cartucho de tinta falso pode acabar com sua impressora, vazando ou falhando?

A HP realizou um evento na última terça-feira (9), em São Paulo, com um objetivo complexo:  proteger seu mercado e informar os consumidores de suprimentos no país. A fabricante de impressoras afirma que, no Brasil, os índices de pirataria de cartuchos de tinta e toners são superiores aos de mercados mais maduros e a falsificação e o contrabando chegam a 7% do comércio global, uma perda de aproximadamente US$ 3,5 bilhões ao ano e milhares de impressoras danificadas por "mau uso". Alvo de críticas sobre o preço dos suprimentos, a fabricante diz que oferece soluções a partir de R$ 19,90.



O que é um cartucho de tinta ou toner falsificado?

Primeiro é preciso entender o que a HP chama de cartucho falsificado. São produtos clonados, com embalagens genéricas ou remanufaturados, em embalagens genéricas ou originais reaproveitadas, ou mesmo produtos completamente piratas em embalagens originais da HP, reutilizadas após descarte. Em nenhum dos casos a garantia da HP cobre o conserto, alegando "mau uso" em função do consumidor descumprir as orientações do manual e usar (ciente ou não, no ato da compra) suprimentos de impressão não originais ou remanufaturados. É comum do cartucho ou toner borrar papéis e documentos oficiais, danificar a impressora por vazamento de tinta ou provocar problemas mecânicos.

"O mercado de impressão é mais complexo que a dicotomia entre produto falsificado e original. Existe uma série de cartuchos recarregados e remanufaturados cuja atividade não é ilegal e não devem ser barrados do ponto de vista de hardware", explica Furrier, ao citar cartuchos com chips autenticadores falsificados da China. Porém, a reutilização de cartuchos em remanufaturados a exaustão prejudica o produto. O cartucho novo com a tinta original patenteada seca na velocidade prometida, diz o executivo.

Qual o impacto do consumo desses produtos?

Para os lojistas e distribuidores é dor de cabeça, na certa: ocorrem devoluções de produtos que deram defeito ou foram insatisfatórios, há danos na relação com as marcas e perda de confiança do consumidor (tanto na loja, como na fabricante) e também possível repercussões legais como processos por venda de produto pirata. Para o consumidor, nada distante disso: os produtos apresentam má qualidade e baixo desempenho, é gerado um custo maior e por vezes desnecessário de manutenção em função de problemas nas impressoras gerados pelo uso de cartuchos e toners falsos, sem contar nos milhares aparelhos perdidos todos os anos por um estouro de tinta repentino ou falha mecânicas.

Quem consome cartuchos falsos?
Cartuchos de tinta e toners falsificados, muito populares, ainda, em ambientes corporativos, no comércio de varejo e também para uso doméstico, são consumidos por todos esses públicos, incluindo instituições do governo, um alvo dos criminosos que agora miram licitações para passar grandes quantidades de produtos piratas por lote. Em todos os casos citados, as quadrilhas se aproveitam da falta de informações dos consumidores sobre como ter certeza sobre a origem dos produtos. Por vezes, misturam produtos originais aos falsificados, para confundir ainda mais e despistar denúncias imediatas.
Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), representando a sociedade civil, alertou para o senso comum equivocado de que produtos falsos e piratas são apenas versões genéricas e de que não causariam nenhum dano. Boa parte desses consumidores, quando não são enganados, assumem comprar produtos piratas apenas para evitar pagar impostos e outras taxas.
De onde vem os suprimentos falsos
A dinâmica do crime é internacional. Há grupos responsáveis apenas por embalagens, outros por selos de autenticidade e outros pelos próprios suprimentos. Há cartuchos e toners que vem do Equador, caixas do Peru, materiais impressos da Colômbia, tanto caixas quando impressos do Brasil e falsos selos de segurança da Rússia. Do Paraguai e da China, vem de tudo. Toda América Latina, incluindo também o México, já entrou no que a HP chama de alerta vermelho para a pirataria. Porém, a prática não é exclusiva aos países citados, há crescimento considerável nos Estados Unidos e no Canadá.
Falsificações nota 6, às vezes 8
O problema fica ainda maior quando esses produtos falsos, que são remanufaturados muitas vezes, causam danos por usarem tinta inadequada ou mesmo apresentarem imperfeições mecânicas, são muito parecidos com os originais. Embora com uma análise mais cuidadosa seja possível apontar os cartuchos falsos, a maioria deles conseguem enganar o consumidor.
Pirataria de impressoras
Ainda segundo a HP, há um outro tipo de falsificação que acontece com menor frequência. Porém, chama a atenção a importação paralela de impressoras. Máquinas fabricadas com outros padrões, de países não compatíveis com os cartuchos vendidos no Brasil, são vendidas de maneira ilegal, com o objetivo de enganar o consumidor. São usadas caixas originais de impressoras HP que foram descartadas após o consumo mas em bom estado de conservação ou embalagens falsificadas. Quando usadas com cartuchos vendidos no país, se mostram inúteis e incompatíveis com suprimentos locais.
A saída é o consumo consciente
Furrier aponta que não existe correlação entre penetração de pirataria e classe social. O consumo de produto falso está igualmente presente em todas as classes, independente do poder aquisitivo. Muitos desses produtos se passam por originais, com preços semelhantes aos originais. Segundo o executivo, a única saída é educar o consumo, distribuindo informação de forma consistente para todo mercado.
"Todas as ferramentas [antipirataria] do fabricante só são efetivas se existir um prévio conhecimento para que o consumidor possa se precaver da pirataria antes que isso cause algum dano", diz Furrier.

Via: techtudo

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